UX para Leigo: a origem da UX

A UX para leigo, comece por aqui

          A origem da UX/the origin of UX



     Oi, fiz este artigo relativamente grande, por isso vai ser postado  a cada 15 dias, tempo que vou terminando cada capitulo. Por favor caso, você goste do trabalho, faça uma doação para comprar ração do gato, um celular, um câmera. Desde já fico grata 

PIX:blogcontato2021@gmail.com

Pague seguro Pagseguro


                                                           Autora: Rose C. Santos

1 INTRODUÇÃO

A pandemia me permitiu conhecer vários assuntos e áreas desconhecidas dentre elas a UX- design experiência do usuário, um segmento da área da Ciência da computação responsável pela criação de produtos e de serviços centrado nas necessidades das pessoas. As propagandas da UX sempre vinham alinhadas as promessas de ser nova profissão e com carreira de sucesso do presente e do futuro. As “boas novas” da UX tanto que azucrinou a minha mente, parei e assistir alguns vídeos, gostei e procurei me aprofundar pouco mais. Notei uma coisa unanime em todos os vídeos, principalmente, neles, já que busquei outras fontes, que o proponente do curso de UX iniciava sua fala explicando, que o termo, UX, foi cunhado por Dom Norman e a partir desse ponto já entrava no assunto, deixando entendido que aquele era o ponto de partida, ou seja, a origem da UX.

Aquilo me perturbou e comecei a me pergunta como assim! está “criatura” não tem passado e promete um futuro promissor? Horas!! Cunhar um termo é demarcar um momento histórico dentro de uma linha do tempo e isso não se confunde e nem se sobrepõem a origem de tal coisa. Então comecei a procurar a origem histórica da dita cuja. Procurei alguns cursos disponíveis na internet You tube para ver se essa pergunta era respondida.

 Quem disse... fiquei ainda mais incomodada. Agora, achando que havia algo no curso incoerente com as promessas em relação ao conteúdo do curso: achava eles rasos e sem base solida que refletisse tais promessas. Além de ter a impressão de que área de UX me parecia cheia de muitas informações e opiniões individualizadas. Parecia que cada profissional cria seu mundo, seu pedaço, mas verdadeiramente isso não é um problema porque o saber também se constrói assim, a questão mesmo, era aparente falta de bases referências para pessoas leiga, portanto, que não vem e nem pertence área da Ciência da computação ou tecnologia da comunicação e informação-TIC

Assim, tive dificuldade de seguir uma linha de pensamento porque, por não saber que proposta de trabalho que está sendo aceita, consolidardes ou é apenas especulativa. Neste sentido, as raízes de algumas produções quase sempre se faziam ausentes, isso me incomodava justamente porque era muitos caminhos, porém, sem uma placa de direção para me guiar

 Diante disso, resolvi buscar na memória uma direção de estudo, assim fui em busca das raízes históricas do termo UX; assim como buscar resposta: o porquê que eu achava os cursos de UX rasos e, diga-se o, mesmo de algumas produções e discursos. Então mergulhei no universo do “oráculo digital”, o Google. Encontrei uma literatura vasta da área-interação humana computador e também dei a grande sorte de ter encontrado dois cursos da disciplina Interação humana computador, justamente o objeto inconsciente da minha procura. Um dos cursos era ministrado pelos os professores Dra. Thiago Jabur Bitta e Luanna Lopes Lobato ambos da universidade de Catalão; e outro pela professora Lucia Filgueira da Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Fico muito grata todos: os professores quanto às universidades, aproveito para ressalta, clamar para a necessidade e a importância de o saber acadêmico estarem ao alcance de todos também no You tube.

Para que serva de referência para dá base e ser ponto conexão entre a produção de conhecimento e informação de You tube e as fontes formais. Por fim encontrei as respostas para minhas perguntas, porém, aqui, sou vou discorrer sobre a origem histórica da UX e no próximo falarei sobre os cursos de UX.

Por favor caso, você goste do trabalho, faça um doação para comprar  ração do gato, um celular, um câmera. Desde já fico grata

PIX: blogcontato2021@gmail.com

Pague seguro Pagseguro


A busca da origem histórica da UX me rendeu boas horas de pesquisa em site acadêmico e Google, procurando localizá-la por meio de palavras chaves: origem da UX, os antecedentes da UX etc. Até que fui levada uma página de um artigo em que o autor que cunhou o termo UX, Don Norma, explicava o porquê passou a usar o termo o UX. Porém o pulo do gato não era essa informação, que eu já tinha, mas aos títulos que aparecem vinculados a tal explicação como: Interação Humano computador-IHC.  A partir desse instante, dei os passos iniciais rumo ao mundo da UX, como de fato cheguei e a quem interessa, senta aí que a prosa é das boas!  Vou começa pelas às partes e depois o todo.

A palavra interface já existia no vocabulário inglês pelo menos desde de século XVIII. Em 1960, ainda no início da indústria da computação a palavra interface começa a ser inserida no universo da Ciência da computação. Dessa época até pelo menos segunda metade do século XX tem-se um período marcado por grande invenção tais como: os primeiros computadores, mouse, os primeiros ícones, configuração gráfica, todos muito grande.

                                                                                     

Talvez a inserção da palavra neste momento histórica fosse para demarcação e representação de criações e de invenções que eram muito espaçosos e marcantes pela sua aparência, por sua forma; pelo layout glamoroso do que de fato representar uma interseção interativa entre sistema e pessoa tal qual como é conceituado hoje. A raiz da palavra reforça esse entendimento considerando que a origem da palavra inglesa que vem do [1]Latim INTER, “entre”, mais FACIES, “face, aparência, forma” (grifo nosso).

 E também como confirma o estudo de CAPELA et al. (2018) “na década de 1960 surgem os mainframes, nos quais ainda não tinham interface Interativa, eram utilizados cartões perfurados e fitas magnéticas, processo chamado processamento por lote, não havia necessidade do manuseio de usuário”.

Nesta época, os focos das atenções estavam centrada na construção no hardware, por um bom tempo era ele que “mandava no pedaço”, “ditava a moda da vez”. (...)”Vinte anos atrás, o hardware permanecia o monarca indiscutível do desenvolvimento de computadores. As principais empresas de informática produziram hardware e viveram ou morreu por seu sucesso” (GRUDIN, 1990, p. 4) (tradução nossa)

Na década de 80 do século passado a área da computação tomou para si o grande desafio: criar computadores para uso pessoal, pois, até então esse eram uma ferramenta de uso institucional e utilizado por engenheiro da computação. A fabricação de microcomputadores promoveu o nascimento da área interface gráfico de usuário-GUI e do profissional de design gráfico, mas não sem antes fazer algumas mudanças aparentemente imperceptíveis da palavra interface.

A palavra interface como foi “dita” foi sendo inserindo na área da Ciência da computação inicialmente para a representação e a expressão de estrutura física, chamativa, portanto o seu valor semântico estava associado ao próprio objeto representativo, hardware, logo uma parte pequena da área da Ciência da computação. A invenção de computadores de uso doméstico; ela, palavra interface, vai se deslocando para o sentido mais polissêmica usada prioritariamente pela Ciência da computação e futuramente pela Tecnologia da comunicação e da informação-TIC.

Além de também agregar outra palavra a fim de atender as demandas deste novo segmento tecnológico. Como a junção palavras (gráfica e usuário) formando a palavra interface gráfica do usuário, que passou significar: “ interface entre o software e o usuário é a tela de comandos apresentada por este programa, ou seja, a interface gráfica do software” (SIGNIFICADO,2021)

 Para Preece, Rogers; Sharp 2001.p 38 “um dos maiores desafios da época era desenvolver computadores que pudessem ser acessíveis e utilizáveis por outras pessoas, além de engenheiros, para dar suporte a tarefas que envolviam a cognição humana: Fazer contas, escrever documentos, gerenciar contas, planos de desenho”. Para tornar isso possível, cientistas da computação e psicólogos se envolveram no projeto de interfaces de usuário” (tradução nossa)

   A criação dos microcomputadores de uso doméstico cujo modelo era introdutório do que hoje conhecemos como interface de interações entre máquina e humanos; tiveram como primeiros protagonistas dessas “boas novas”, os periféricos: ”à tela e o teclado, com atenção antecipada aos problemas de percepção e motores. (GRUDIN, 1990, p. 5) (tradução nossa)

Portanto, o foco do esforço, “agora”, para a ser o objeto, o elemento e o sistema interação digital, que passa a privilegia a relação com o usuário. Neste contexto, que surge também a disciplina Interação (grifo nosso) humana computador com a missão de criar as bases e ferramentas de interação entre “a interface gráfico, computador e pessoa.

A palavra interação agrega valores diversos, dentre elas a de comunicar e compartilhar, agir e interagir, atuar e reagir, ação e reação, isso torna-se o grande desafio dos novos microcomputadores e por conseguinte IHC também, visto que era preciso criar mecanismo para garantir a comunicação entre pessoa, software e maquina, neste sentido a psicologia, fatores humanos engenharia e Ciência cognitiva têm papeis basilares, até hoje, na comunicação entre interface e sistema.  

Neste contexto, o design de interação tem como missão criar uma superfície para o sistema de microcomputador cuja “preocupação central é desenvolver produtos interativos que sejam utilizáveis. Isso geralmente significa fácil de aprender, eficaz de usar e fornecer uma experiência de usuário agradável” (PREECE; ROGERS; SHARP, 2015.p 32)

Uma vez que o design de interação vai “otimiza as interações dos usuários com um sistema, ambiente ou produto, de modo que eles apoiem e estendam as atividades dos usuários de maneiras eficazes, úteis e utilizáveis “segundo a mesma autora

 Seguindo esta mesma linha de raciocínio Don Norman 2004 apud Preece, Rogers; Sharp. 2015 conclui “não basta construirmos produtos que funcionem, que sejam compreensíveis e utilizáveis, precisamos também criar alegria e emoção, prazer e diversão e, sim, beleza para a vida das pessoas.

E é com esse objetivo que a disciplina interação humana computador segue sendo conceituada como “[2]disciplina que se preocupa com o projeto, avaliação e implementação de sistemas de computação interativos para uso humano e com o estudo dos principais fenômenos que os envolvem”. (ACM SIGCHI, 1992, p.17) (tradução nossa)

Portanto, criar produtos e serviços fáceis, simples de usar e com o custo acessível, além de serem úteis e funcionais. Assim confirma Fernandes, 2005, p. 7 “termos interface humano-computador emergiu na segunda metade dos anos 80, como forma de descrever novo campo de investigação preocupado não somente com o design da interface de sistemas computacionais, mas, também, com o foco de interesse e de demandas do público”.

A disciplina interação humana computador para cumprir seus objetivos vai se articular com outras áreas para criar sua base teórica, científica e prática, como explicar as autoras Barbosa e Silva, 2017.p24: áreas como Psicologia, Sociologia e Antropologia contribuem para aquisição de conhecimento sobre a cultura e o discurso dos usuários e sobre seus comportamentos no ambiente onde realizam suas atividades, sejam elas individuais ou em grupo. A definição da interface com usuário faz uso de conhecimentos e técnicas de áreas como: Design, Ergonomia, Linguística e Semiótica”.

Em meio a toda este processo de construção de teoria, de prática e de método a IHC firma seus princípios basilares como segue no capítulo seguinte.

Por favor caso, você goste do trabalho, faça um doação para comprar  ração do gato, um celular, um câmera. Desde já fico grata


PIX: blogcontato2021@gmail.com

Pague seguro Pagseguro



[2] Humano-computador como uma das nove subáreas que compreendem a ciência da computação.                             

 Referências

 

PREECE, J.; ROGERS; Y.; SHARP, H. Interaction Design: Beyond Human-Computer Interaction. New York: John Wiley & Sons, Inc., 2002. 551p.

PREECE, J.; ROGERS; Y.; SHARP, H. Interaction Design: Beyond Human-Computer Interaction. New York: John Wiley & Sons, Inc., 2015. 584p.

BOWSER, Anne; Churchill, Elizabeth; PREECE Jennifer. Desenvolvendo um Currículo Vivo de HCI para Apoiar uma Comunidade Global: Proposta de Workshop CHI 2014. Disponível:< https://sigchi.org/wp-content/uploads/2017/01/Education_abstract.pdf >. Acessado em: 13.mar.2021

CAPELA et al. O CAMINHO PERCORRIDO PELA INTERFACE HOMEM COMPUTADOR DESDE A CRIAÇÃO DOS PRIMEIROS COMPUTADORES. SIUNI-UEG - Goianésia – Goiás – Brasil 24 e 25 de agosto de 2018. Disponível em:< https://www.anais.ueg.br/index.php/siuniueg/article/view/11484/8651>. Acessado em: 13/03/2021

FERNANDO, Gildásio Guedes. Avaliação de interface humana computador: pratica em ambiente virtual. Disponível:< https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/206198/2/Livro%20-%20IHC%20-%20Interface%20Humano%20Computador.pdf>. Acessado em: 03/ 03/2021

ACM SIGCHI Human-Computer Interaction: ACM Special Interest Group on Computer-Human Interaction Curriculum Development Group. Disponível em:< https://dl.acm.org/doi/book/10.1145/2594128>. Acessado em: 03/20/2021

SETZER, Valdemar W.  Dado, Informação, Conhecimento e Competência. Setzer, V.W. Os Meios Eletrônicos e a Educação: Uma Visão alternativa. São Paulo: Editora Escrituras, Coleção Ensaios Transversais Vol. 10, 2001.). Disponível em:< https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/dado-info.html>. Acessado em: 20/03/2021

  NORMAN, Don. Don Norman sobre o termo "UX". Disponível em< https://www.nngroup.com/videos/don-norman-term-ux/>. Acessado em;25/03/2021

Tecmundo. Das toneladas aos microchips: a evolução dos computadores. Disponível em< https://www.tecmundo.com.br/infografico/9421-a-evolucao-dos-computadores.htm>. Acessado em: 25/03/2021

REBELO, Irla.  User experience and HCI expert. Disponível em:< https://irlabr.wordpress.com/apostila-de-ihc/parte-1-ihc-na-pratica/introducao-a-interacao-entre-homem-e-computador-ihc/>. A cessado em: 23/03/2021

SIGNIFICADO,2011-2021. In: Significado de Interface. Disponível em:< https://www.significados.com.br/interface/>. Acessado em: 26/03/2021

HESKETH, José Luiz; COSTA, Maria T. P. M. Construção de um instrumento para medida de satisfação no trabalho. Rev. Adm. Emp., Rio de Janeiro, 20(3): 59-68, jul./ set. 1980. Disponível em:< https://www.scielo.br/pdf/rae/v20n3/v20n3a05>. Acessado em: 04/04/2021

IMAGEM. Disponível em:< https://www.tecmundo.com.br/infografico/9421-a-evolucao-dos-computadores.htm>. Acessado em: 06/04/2021

GRUDIN, Jonathan. THE COMPUTER REACHES OUT:THE HISTORICAL CONTINUITY OF INTERFACE DESIGN. Disponível em:< https://www.microsoft.com/en-us/research/wp-content/uploads/2017/01/the-computer-reaches-out.pdf>. Acessado: 0604/2021

INOVAÇÃO. In Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em:< https://pt.wikipedia.org/wiki/Inova%C3%A7%C3%A3o>. Acessado em: 06/04/2021

Significado de Interface. In significado. Disponível em:< https://www.significados.com.br/interface/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20Interface%3A&text=A%20interface%20entre%20o%20software,desempenhar%20suas%20tarefas%20no%20software.>. Acessado em: 07/04/2021

BARBOSA Simone Diniz Junqueira, SILVA Bruno Santana da. Interação humana-computador. Prévia da Edição dos Autores, 2ª edição (versão 0.1). Rio de Janeiro.2017.


Post a Comment

A UX para leigo , comece por aqui

Postagem Anterior Próxima Postagem