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SUMÁRIO
2. OS ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA UX
3. OS PRINCÍPIOS IHC E A ORIGEM DA UX
4. CONSIDERAÇÕES SOBRE A USABILIDADE E A EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO
A pandemia me permitiu conhecer vários
assuntos e áreas desconhecidas dentre elas a UX- design experiência do usuário,
um segmento da área da Ciência da computação responsável pela criação de
produtos e de serviços centrado nas necessidades das pessoas. As propagandas da
UX sempre vinham alinhadas as promessas de ser nova profissão e com carreira de
sucesso do presente e do futuro. As “boas novas” da UX tanto que azucrinou a minha
mente, parei e assistir alguns vídeos, gostei e procurei me aprofundar pouco mais.
Notei uma coisa unanime em todos os vídeos, principalmente, neles, já que
busquei outras fontes, que o proponente do curso de UX iniciava sua fala explicando,
que o termo, UX, foi cunhado por Dom Norman e a partir desse ponto já entrava
no assunto, deixando entendido que aquele era o ponto de partida, ou seja, a
origem da UX.
Aquilo me perturbou e comecei a me pergunta
como assim! está “criatura” não tem passado e promete um futuro promissor?
Horas!! Cunhar um termo é demarcar um momento histórico dentro de uma linha do
tempo e isso não se confunde e nem se sobrepõem a origem de tal coisa. Então
comecei a procurar a origem histórica da dita cuja. Procurei alguns cursos
disponíveis na internet You tube para ver se essa pergunta era respondida.
Quem
disse... fiquei ainda mais incomodada. Agora, achando que havia algo no curso
incoerente com as promessas em relação ao conteúdo do curso: achava eles rasos
e sem base solida que refletisse tais promessas. Além de ter a impressão de que
área de UX me parecia cheia de muitas informações e opiniões individualizadas. Parecia
que cada profissional cria seu mundo, seu pedaço, mas verdadeiramente isso não
é um problema porque o saber também se constrói assim, a questão mesmo, era
aparente falta de bases referências para pessoas leiga, portanto, que não vem e
nem pertence área da Ciência da computação ou tecnologia da comunicação e
informação-TIC
Assim, tive dificuldade de seguir uma linha
de pensamento porque, por não saber que proposta de trabalho que está sendo
aceita, consolidardes ou é apenas especulativa. Neste sentido, as raízes de
algumas produções quase sempre se faziam ausentes, isso me incomodava
justamente porque era muitos caminhos, porém, sem uma placa de direção para me
guiar
Diante
disso, resolvi buscar na memória uma direção de estudo, assim fui em busca das
raízes históricas do termo UX; assim como buscar resposta: o porquê que eu
achava os cursos de UX rasos e, diga-se o, mesmo de algumas produções e
discursos. Então mergulhei no universo do “oráculo digital”, o Google.
Encontrei uma literatura vasta da área-interação humana computador e também dei
a grande sorte de ter encontrado dois cursos da disciplina Interação humana computador,
justamente o objeto inconsciente da minha procura. Um dos cursos era ministrado
pelos os professores Dra. Thiago Jabur Bitta e Luanna Lopes Lobato ambos da
universidade de Catalão; e outro pela professora Lucia Filgueira da Universidade
Virtual do Estado de São Paulo. Fico muito grata todos: os professores quanto
às universidades, aproveito para ressalta, clamar para a necessidade e a importância
de o saber acadêmico estarem ao alcance de todos também no You tube.
Para que serva de referência para dá base e
ser ponto conexão entre a produção de conhecimento e informação de You tube e as
fontes formais. Por fim encontrei as respostas para minhas perguntas, porém,
aqui, sou vou discorrer sobre a origem histórica da UX e no próximo falarei
sobre os cursos de UX.
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A
busca da origem histórica da UX me rendeu boas horas de pesquisa em site
acadêmico e Google, procurando localizá-la por meio de palavras chaves: origem
da UX, os antecedentes da UX etc. Até que fui levada uma página de um artigo em
que o autor que cunhou o termo UX, Don Norma, explicava o porquê passou a usar
o termo o UX. Porém o pulo do gato não era essa informação, que eu já tinha,
mas aos títulos que aparecem vinculados a tal explicação como: Interação Humano computador-IHC. A partir desse instante, dei os passos iniciais
rumo ao mundo da UX, como de fato cheguei e a quem interessa, senta aí que a
prosa é das boas! Vou começa pelas
às partes e depois o todo.
A palavra interface já existia no vocabulário inglês pelo menos desde de século XVIII. Em 1960, ainda no início da indústria da computação a palavra interface começa a ser inserida no universo da Ciência da computação. Dessa época até pelo menos segunda metade do século XX tem-se um período marcado por grande invenção tais como: os primeiros computadores, mouse, os primeiros ícones, configuração gráfica, todos muito grande.
Talvez a inserção da palavra neste momento histórica fosse para demarcação e representação de criações e de invenções que eram muito espaçosos e marcantes pela sua aparência, por sua forma; pelo layout glamoroso do que de fato representar uma interseção interativa entre sistema e pessoa tal qual como é conceituado hoje. A raiz da palavra reforça esse entendimento considerando que a origem da palavra inglesa que vem do [1]Latim INTER, “entre”, mais FACIES, “face, aparência, forma” (grifo nosso).
E também como confirma o estudo de CAPELA et
al. (2018) “na década de 1960 surgem os mainframes, nos quais ainda não tinham
interface Interativa, eram utilizados cartões perfurados e fitas magnéticas,
processo chamado processamento por lote, não havia necessidade do manuseio de
usuário”.
Nesta
época, os focos das atenções estavam centrada na construção no hardware, por um
bom tempo era ele que “mandava no pedaço”, “ditava a moda da vez”. (...)”Vinte
anos atrás, o hardware permanecia o monarca indiscutível do desenvolvimento de
computadores. As principais empresas de informática produziram hardware e
viveram ou morreu por seu sucesso” (GRUDIN, 1990, p. 4) (tradução nossa)
Na
década de 80 do século passado a área da computação tomou para si o grande
desafio: criar computadores para uso pessoal, pois, até então esse eram uma
ferramenta de uso institucional e utilizado por engenheiro da computação. A
fabricação de microcomputadores promoveu o nascimento da área interface gráfico
de usuário-GUI e do profissional de design gráfico, mas não sem antes fazer
algumas mudanças aparentemente imperceptíveis da palavra interface.
A
palavra interface como foi “dita” foi sendo inserindo na área da Ciência da computação
inicialmente para a representação e a expressão de estrutura física, chamativa,
portanto o seu valor semântico estava associado ao próprio objeto
representativo, hardware, logo uma parte pequena da área da Ciência da
computação. A invenção de computadores de uso doméstico; ela, palavra
interface, vai se deslocando para o sentido mais polissêmica usada prioritariamente
pela Ciência da computação e futuramente pela Tecnologia da comunicação e da
informação-TIC.
Além
de também agregar outra palavra a fim de atender as demandas deste novo segmento
tecnológico. Como a junção palavras (gráfica e usuário) formando a palavra interface
gráfica do usuário, que passou significar: “ interface entre o software e o
usuário é a tela de comandos apresentada por este programa, ou seja, a
interface gráfica do software” (SIGNIFICADO,2021)
Para Preece, Rogers; Sharp 2001.p 38 “um dos
maiores desafios da época era desenvolver computadores que pudessem ser
acessíveis e utilizáveis por outras pessoas, além de engenheiros, para dar
suporte a tarefas que envolviam a cognição humana: Fazer contas, escrever
documentos, gerenciar contas, planos de desenho”. Para tornar isso possível,
cientistas da computação e psicólogos se envolveram no projeto de interfaces de
usuário” (tradução nossa)
A criação dos microcomputadores de uso
doméstico cujo modelo era introdutório do que hoje conhecemos como interface de
interações entre máquina e humanos; tiveram como primeiros protagonistas dessas
“boas novas”, os periféricos: ”à tela e o teclado, com atenção antecipada aos
problemas de percepção e motores”. (GRUDIN,
1990, p. 5) (tradução nossa)
Portanto,
o foco do esforço, “agora”, para a ser o objeto, o elemento e o sistema
interação digital, que passa a privilegia a relação com o usuário. Neste contexto,
que surge também a disciplina Interação (grifo
nosso) humana computador com a missão de criar as bases e ferramentas de
interação entre “a interface gráfico, computador e pessoa.
A
palavra interação agrega valores diversos, dentre elas a de comunicar e
compartilhar, agir e interagir, atuar e reagir, ação e reação, isso torna-se o
grande desafio dos novos microcomputadores e por conseguinte IHC também, visto
que era preciso criar mecanismo para garantir a comunicação entre pessoa,
software e maquina, neste sentido a psicologia, fatores humanos engenharia e Ciência
cognitiva têm papeis basilares, até hoje, na comunicação entre interface e
sistema.
Neste
contexto, o design de interação tem como missão criar uma superfície para o sistema
de microcomputador cuja “preocupação central é desenvolver produtos interativos
que sejam utilizáveis. Isso geralmente significa fácil de aprender, eficaz de
usar e fornecer uma experiência de usuário agradável” (PREECE; ROGERS; SHARP,
2015.p 32)
Uma
vez que o design de interação vai “otimiza as interações dos usuários com um
sistema, ambiente ou produto, de modo que eles apoiem e estendam as atividades
dos usuários de maneiras eficazes, úteis e utilizáveis “segundo a mesma autora
Seguindo esta mesma linha de raciocínio Don
Norman 2004 apud Preece, Rogers; Sharp. 2015 conclui “não basta construirmos
produtos que funcionem, que sejam compreensíveis e utilizáveis, precisamos
também criar alegria e emoção, prazer e diversão e, sim, beleza para a vida das
pessoas.
E
é com esse objetivo que a disciplina interação humana computador segue sendo
conceituada como “[2]disciplina
que se preocupa com o projeto, avaliação e implementação de sistemas de
computação interativos para uso humano e com o estudo dos principais fenômenos
que os envolvem”. (ACM SIGCHI, 1992, p.17) (tradução nossa)
Portanto,
criar produtos e serviços fáceis, simples de usar e com o custo acessível, além
de serem úteis e funcionais. Assim confirma Fernandes, 2005, p. 7 “termos
interface humano-computador emergiu na segunda metade dos anos 80, como forma
de descrever novo campo de investigação preocupado não somente com o design da
interface de sistemas computacionais, mas, também, com o foco de interesse e de
demandas do público”.
A
disciplina interação humana computador para cumprir seus objetivos vai se
articular com outras áreas para criar sua base teórica, científica e prática,
como explicar as autoras Barbosa e Silva, 2017.p24: áreas como Psicologia,
Sociologia e Antropologia contribuem para aquisição de conhecimento sobre a
cultura e o discurso dos usuários e sobre seus comportamentos no ambiente onde
realizam suas atividades, sejam elas individuais ou em grupo. A definição da
interface com usuário faz uso de conhecimentos e técnicas de áreas como:
Design, Ergonomia, Linguística e Semiótica”.
Em meio a toda este processo de construção de teoria, de prática e de método a IHC firma seus princípios basilares como segue no capítulo seguinte.
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[1] Interface. Origem da Palavra: disponível em:< https://origemdapalavra.com.br/pergunta/interface/#:~:text=1)%20Esta%20palavra%20inglesa%20da,face%2C%20apar%C3%AAncia%2C%20forma%E2%80%9D.>cessado 09 mar.2021
[2] Humano-computador como uma das nove subáreas que compreendem a ciência da computação.
Referências
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John Wiley & Sons, Inc., 2002. 551p.
PREECE, J.; ROGERS; Y.; SHARP, H. Interaction Design: Beyond Human-Computer Interaction. New York:
John Wiley & Sons, Inc., 2015. 584p.
BOWSER, Anne; Churchill, Elizabeth; PREECE Jennifer. Desenvolvendo um Currículo Vivo de
HCI para Apoiar uma Comunidade Global: Proposta de Workshop CHI 2014.
Disponível:< https://sigchi.org/wp-content/uploads/2017/01/Education_abstract.pdf
>. Acessado em: 13.mar.2021
CAPELA et al. O CAMINHO PERCORRIDO PELA INTERFACE HOMEM
COMPUTADOR DESDE A CRIAÇÃO DOS PRIMEIROS COMPUTADORES. SIUNI-UEG -
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Acessado em: 13/03/2021
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Acessado em: 03/ 03/2021
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BARBOSA Simone Diniz
Junqueira, SILVA Bruno Santana da.
Interação humana-computador. Prévia
da Edição dos Autores, 2ª edição (versão 0.1). Rio
de Janeiro.2017.



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